Deitei a cabeça no colo dele, de costas para a janela olhava para fora com a cabeça inclinada para trás. Tocava uma música no rádio, Oasis, não lembro o nome da canção.
"Ás vezes deito assim, exatamente como você está, e fico horas olhando para a Lua" - Ele disse, quebrando o silêncio.
Observávamos o Céu quase sem etrelas pela janela do quarto dele. Era uma noite fria de Junho. A Lua brilhava intensa. As mãos dele acariciavam meus cabelos. Permaneci em silêncio, imaginando como era bom estar alí.
Ah como eu queria ficar alí, daquele jeito, deitada no colo dele; Ouvindo aquela música; Observando a Lua. Só nós dois, longe das imperfeições do mundo lá fora.
Mas os ponteiros do relógio me avisavam que eu tinha que ir embora. Por quê as horas sempre corriam quando estavmos juntos?
21:30hrs, era Sábado.
Apesar de não querer, tive que ir.
Ele me levou até o metrô. Me abraçou; me deu um beijo e susurrou "bom ter você. Se cuida!"
Entrei no vagão e o observei sumir pouco a pouco pela escada rolante. Tive vontade de voltar e propôr algo como fugir para bem longe sem deixar bilhetes, pistas ou qualquer sinal de nós dois. Voltariamos depois deum tempo. Ele aceitaria, eu sei!
Mas fui embora, eu e a minha vontade de ficar.
Entrei no ônibus, e fui pensando o caminho todo sobre a nossa fulga. Não era uma má idéia.
E quando finalmente cheguei em casa e dormi, sonhei; Sonhei com a nossa fulga, outro planeta, longe de tudo...
-Você não é deste Planeta!
- Sorte que te encontrei neste Planeta =]
Katty
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