quarta-feira, 16 de junho de 2010

O dia que ele não veio; (e o que ela não esperava por vir)


Ela procurou deixar tudo arrumado; Vestiu o seu melhor vestido e passou seu melhor batom.
Mas ele não veio; Não trouxe aquele sorriso que pra ela iluminava todos os caminhos por onde passava.
Não veio e todas as luzes da Cidade se apagaram. A Lua também não quis mais brilhar, no dia em que ele não veio.

Mas hoje apareceu o Sol, veja. Ela deseja poder tocá-lo; então embrulharia em presente para ele, com desejo de quem sabe poder iluminar tal coração sombrio e amargo.
Esperara ele por longas manhãs em que o Sol também brilhava lá fora, a mesa posta do café da manhã; Ela só queria um sorriso.
Mas ele não veio, e até o Sol se escondeu, aqui dentro, lá fora...

Ela não queria mais escutar músicas tristes, nem frases prontas como "tudo passa". Passa sim, ela sabe que passa. Acha até que já passou, pelo menos não sangra mais. Ficou apenas uma coisa seca, um nó não sabe se na garganta ou no peito. Gosto do que podia ter sido e não foi. Nem nunca vai ser, pois criara anti corpos como proteção para tudo isso.

Ela não sabe o ponto exato em que descera daquele bonde prestes à tombar. Mas foi antes que qualquer um percebesse.
Aconteceu aos poucos. Ela acordou em uma manhã qualquer, e viu no espelho a cara surrada, os olhos fundos por conta das noites mal dormidas, a boca seca em um rosto ainda jovem, embora triste e cansado.
Foi então que começara a pesar o que valia ou não à pena. E optou por deixar a ferida cicatrizando junto com tantas outras em um lugar chamado PASSADO.

Ela então saiu na rua, viu o brilho intenso do Sol que quase a cegou, e sorriu.
- Vão querer derrubá-lo por vezes ainda. Pensou. Levando as mãos ao coração como quem proteje algo valioso, e era.
Mas a moça não conseguia carregar ódio em seu coração.
Então saiu caminhando pelas ruas da Cidade prestando atenção em tudo que há tempos não notava.
E distraída, ainda meio cega pela luz do sol, esbarrou em alguém.
- Desculpa. Falaram juntos, sem perceber que se conheciam.
Era alguém que ela não via há tempo.
Se olharam sem acreditar que haviam se reencontrado, e sorriram os dois...



CONTINUA...



Katty

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