domingo, 1 de agosto de 2010

Recomeçar é preciso!

Ela acha espantoso o modo repetitivo como as coisas acontecem. Como situações se repetem, entende?
Se perguntava se haveria sempre dor no final?

Laura levantara cedo naquela manhã ilumida pela luz do Sol; mais cedo do que o de costume para um domingo. Talvez pelo barulho de não sei o quê, que vinha do lado de fora da janela de seu quarto, ou o vai-e-vem das pessoas pela casa. Enfim, sabia que estava de pé e era cedo.
A garota se sentia cansada. Isso vinha ocorrendo há alguns dias; ou meses. Não sabia ao certo. Não era um cansaço comum e ela não sabe de onde vinha. O cansaço e uma estranha vontade de sumir sem deixar pistas.

Olhando umas fotos antigas para onde viajou no ano que se passara; viu aquela imensidão de água azul meio esverdiada do mar,  e sentiu uma enorme vontade de voltar para ver o mar que lhe trazia uma inexplicavél paz.
Ela sentia-se só. Com seus 20 anos e uma imensa solidão. Amigos lhe telefonavam vezenquando para saber se ainda estava respirando.
-Como estão as coisas?
- Vão bem. Estou levando como pode até onde eu puder. - Ela dizia sempre quando ligavam.
Ela não podia cobrar muito dos poucos amigos que lhe restavam pois sabia que estes tinham sua cota de problemas pessoais e nada podiam fazer para consertar sua alma que sangrava silenciosa.

Por quê, então, não posso mentir minha felicidade? - Pensou.
As pessoa se enchem de mentiras poraí, enganando a sí e aos outros. Mas por quê eu não posso mentir a mim mesma que sou feliz até que um dia eu possa acretidar e tornar isso real?

A felicidade não é como um conto de fadas contado para crianças antes de cairem em profundo sono.
Têm de ser regada e podada com certa cautela e com amor para que naçam linda flores. E há de se ter cuidado com os insetos e tempestades para que não estraguem o jardim.
A felicidade não se encontra no super mercado à venda, em promoção.
É coisa de dentro. Quando se está em paz a felicidade simplesmente vem e te traz coisas imensamente boas. E isso transborda chegando aos mais próximos. Sim, é contagiante!

Então voltou a se perguntar: Por quê há sempre dor no final?
Lhe falaram certa vez que se algo termina em lagrimas e dor, não é o fim. É apenas o recomeço.

Ela queria esse recomeço. E foi em busca dele, pela décima, décima primeira vez... já perdera a conta... Mas foi em busca deste recomeço que ela aprontou sua mala e saiu dizendo que ia ver o mar.
Vou tirar umas férias; dar tempo de algumas coisas e dar mais tempo à mim - Disse enquanto saia...
Ela sabia que, de algum ponto, recomeçar era preciso.




Katty

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