quarta-feira, 27 de outubro de 2010



Estou meio tonta com o barulho irritante da cidade. Tento puxar ainda, algum ar do meu pulmão entupido pelo cinza poluído. Minha cabeça dói, tudo gira, e gira feito roda-gigante. Há um sufoco do qual não consigo me livrar. Parece um labirinto, e suas paredes cheias de espinhos vão se fechando contra mim.

Penso, então - que as coisas simplesmente são como tem que ser - e não de um outro jeito, não adianta fugir. É como o elenco de um filme: o roteiro já está escrito, temos apenas que seguir o script. Pode ser que antes do final, entre uma cena ou outra - algo mude. Talvez não.

Fomos desencantados.
Como assim?
Penso que quando crianças, vemos o mundo todo cor-de-rosa, verde-limão, amarelo, ou colorido - a cor exata independe. Não importa se o dia nos trará sol ou chuva; não temos cabelo nem maquiagem para estragar, e nem trânsito para se preocupar. Existia um bom velhinho que nos trazia presentes; coelhos com chocolates e potes de ouro no fim do Arco-Íris. Isso é ser encantado: acreditar!
E o desencanto começa quando descobrimos que esse mundo não existe. Quando passamos mais tempo trabalhando do que se divertindo; quando passamos a olhar mais o relógio... Esquecendo os sonhos, e esquecemos também, que são os sonhos que alimentam a alma. Mas temos pressa demais; o tic-tac dos relógio mastigam nossas vidas, e ficamos espiando de longe ela passar por nós. O mundo encantado não cabe na nossa realidade.
Não me atrevo em dizer ainda assim, que não é gostoso viver. Tristeza e felicidade são fases, momentos. Mas que eu queria ser criança a vida inteira, ah, eu queria!




PS.: Homenagem aos meus sobrinhos. Porque quando os vejo sorrir aquele sorriso gostoso de criança, volto a achar que o mundo vale à pena.
Tutu; Heitor e Lu - Amo muito vocês!!!!




Tia Katty

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