sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

No século XX não se ama. Ninguém quer ninguémAmar é out, é babaca, é careta. Embora persistam essaestranhas fronteiras entre paixão e loucura, entre paixão e suicídio. Não compreendo como querer o outro possa tornar-se mais forte do que querer a si próprio. Nãcompreendo como querer o outro possa pintar como saídde nossa solidão fatal. Mentira:compreendo sim. Mesmconsciente de que nasci sozinho do útero de minhmãeberrando de pavor para o mundo insano, e quembarcarei sozinho num caixão rumo a sei lá o quê, alédo pó. O que ou quem cruzo entre esses dois portogelados da solidão é mera viagem: véu de maya, ilusão,passatempo. E exigimos o terno do perecível, loucos.

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