Eu me peguei pensando em quantas vezes eu já disse "chega" ou "eu não aguento mais",
e continuo no mesmo caminho, nem viro à direita nem à esquerda, eu simplesmente sigo nesses passos lentos que não sei aonde me levarão. Será comodismo ou algo como medo-de-ficar-só? Mas até onde um medo desses nos levaria?
Porque assim - me desculpe se serei agressiva nas palavras. Mas eu já não sinto mais aquela emoção, entende? - aquele frio na barriga que faz estremecer a coluna vertebral. Eu sou assim e que culpa tenho se exijo mais atitudes e menos palavras?
Eu nasci assim - ta, eu não nasci assim - mas me tornei assim com o tempo. Todo mundo sabe que palavras de nada valem, e quando valem significam bem pouco. Não me entendam mal. Mas o que quero dizer, por exemplo, em um relacionamento, eu posso dizer pra pessoa que a amo e que não vivo sem ela. Bonito! Mas no dia seguinte apareço com outro na frente dela. Em quê ela (a pessoa) vai acreditar; no que eu disse ou no que fiz? Conseguem acompanhar?
Não adianta, comigo pelo menos não funciona essa coisa de você dizer que "você é diferente, porisso gosto de você"; eu não caio mais. Quero ver ir lá e provar; pôr em prática; demonstrar. AGIR! Compreende?
Não ficar esperando por mim. Pois cansa. E eu - logo eu - que desisto tão fácil das coisas que vejo um lado apenas "lucrando". Dá pra entender? Eu não quero mais ter que me esforçar sozinha. Eu já não consigo; chega uma hora que as forças se vão e você pesa se vale à pena ir além ou deixar pra lá. E sabe qual o lado da minha balança que ta pesando mais? O "deixa pra lá"... esquece, parte pra outro, sobe em outro trem porque esse está descarrilhado e prestes a tombar com você dentro.
Eu não quero mais ficar me escondendo como se eu fosse um ladrão ou como se EU estivesse fazendo algo vergonhoso. Logo eu, que gosto de tudo escancarado, "ou é ou não é" e ponto final, sem meios termos. Mas essa minha mania besta de "querer ver até onde as coisas e as pessoas podem chegar" é que me mantêm com os pés nessa estrada. É... talvez nem seja medo própriamente dito, mas curiosidade. É como um desafio, excitante... um jogo de azar. Não passa disso, não tem passado disso.
Não me culpe, eu tentei; avisei... mas não sei por quê raios as pessoas não me ouvem quando ainda estou tentando algo de bom. Já disse, não tenho culpa de ser assim; de não gostar de "brincar" sozinha. As coisas, as atitudes; vão me cansando pouco a pouco e quando vejo já estou exausta, aí meu bem, já era.
Então deixo a famosa frase: "cada um tem de mim exatamente aquilo que cativou".
Não adianta só cativar e deixar porisso mesmo; tem que cuidar para que a coisa-ou-pessoa-cativada não se desprenda desse cativo. É como um jardim, que se você não rega as plantas morrem.
Katty

Nenhum comentário:
Postar um comentário